Em Caetité possuímos uma biodiversidade que, como nas demais partes do país, não vem recebendo a atenção devida. Problema que afeta sobretudo as gerações futuras, a questão preocupa o Governo de Renovação pois governar também é agir pensando no amanhã.
O histórico das agressões ambientais em Caetité remonta à antiga cultura das queimadas. Consta de antigos relatos que no local onde hoje é a Praça da Catedral, no centro da cidade, houve primitivamente uma lagoa, em torno da qual circundava uma mata. O próprio nome da cidade remete-nos a esta origem: caa-ita-eté – mata da pedra grande.
Da mesma forma, nas antigas construções, o farto madeiramento depõe para a existência de florestas nas cercanias. Mas mais recentemente tivemos, em começos do séc. XX, com a instalação da caldeira termelétrica, o extenso uso de lenha vinda da região da Tabua – o que provocou largo desmate e conseqüente secagem do brejo ali existente.
Sendo sua vegetação na maior parte de GERAIS, composta de árvores arbustivas adaptadas às estiagens, com ilhas de matas (aqui denominadas capões), nossa fauna já contou com bandos de emas que, às centenas, corriam soltas pelos campos – hoje extintas da região.
Episódio marcante na história recente foi o acidente numa lagoa de decantação da INB, o que revela a importância da ação fiscalizadora do Poder Publico, até para que a população seja informada do quanto ocorre – o que à época foi acobertado pela administração.
Sobre este legado de exploração desenfreada, a mudança cultural se processa ainda muito lentamente, mas é urgente e inevitável a discussão e busca por soluções.
HOJE – Em Caetité o Governo de Renovação, preocupado com a questão, vem envidando esforços, na esfera de sua competência, para minimizar o impacto das ações degradantes, além de agir institucionalmente junto às empresas e pessoas físicas no sentido de buscar soluções para dirimir a intricada situação. A distribuição de mudas de árvores, e a despoluição de rios, por exemplo, são ações concretas, cujos efeitos sentir-se-ão apenas ao longo dos anos, mas que a atual administração empreende na certeza de estar agindo para o bem geral.
A ONG Mater, ambientalista, faz-se ativa na defesa do meio-ambiente e questões ligadas ao desenvolvimento auto-sustentável. Em 2003, em parceria com a Câmara de Vereadores, realizou importante debate com as indústrias ceramistas de toda a região, contando com a participação da comunidade, dos empresários, dos vereadores de Caetité, Igaporã, Riacho de Santana e Caculé, autoridades estaduais e federais ligadas ao tema, o que demonstra a importância da busca conjunta para a defesa e manutenção ecológica.
BIODIVERSIDADE CAETITEENSE
Pesquisas encetadas, em 1980, pelo The New York Botanical Garden (Jardim Botânico de Nova York) revelam a existência de uma flora única que engloba espécimes únicos, como constatou, noutra feita, o pesquisador Harri Lorenzi que identificou várias palmeiras que correm o risco de extinção porque a maioria delas é altamente endêmica, ou seja, é restrita a uma área definida. Qualquer alteração no local é uma ameaça. Como exemplo cita a palmeira rasteira coco-de-vassoura, que existe numa única fazenda no município de Caetité, na Bahia, e pode desaparecer, conforme está publicado em seu livro Palmeiras no Brasil.
Ante esta lacuna que preocupa a todos, a ecologia e meio-ambiente são dos temas mais importantes para qualquer governo sério. Caetité respondeu a esta questão, fechando as portas para a omissão e ignorância – recentes em seu passado. O Governo de Renovação traz, assim, o assunto à baila, com ações concretas e educação. Só assim faremos um futuro melhor, só assim teremos um futuro digno.
micranthocereus polyanthus – espécime de cactácea pesquisada no distrito de Brejinho das Ametistas pelo NYBG. |