Na ECONOMIA (dados estatísticos do ano de 1998) destacam-se:
a) a pecuária, com um rebanho de 32.619 bovinos, 4.335 eqüinos, asininos e muares; 8.777 ovinos e caprinos e 11.362 suínos (total de 57.093 cabeças).
b) a agricultura, com 1.300 hectares de mandioca, 700 hectares de algodão, 650 ha. de cana-de-açúcar (num valor de R$ 2.500,00), 930 ha. de feijão, 700 ha. de milho e 420 ha. de café.
c) na mineração, a exploração de ricas jazidas de urânio, ametista e manganês.
d) na indústria, a produção de cerâmicos e manufaturas têxteis.
e) no comércio, uma vasta rede de lojas, feiras nos dias de quarta-feira, sexta-feira e sábado, 04 agências bancárias, um mini-shoping, 6 supermercados.
f) no turismo, uma rede hoteleira com 7 hotéis, 5 pousadas, 1 motel e 1 pensão, perfazendo um total de 216 quartos, com 398 leitos (dados obtidos em 2.001).
Comércio em Caetité
Importante atividade econômica, o Comércio possui uma tradição empírica que, hoje, com a globalização, ede lugar ao profissionalismo e à concorrência cada vez maior. Segundo dados do Setor de Tributos da Prefeitura Municipal (setembro/2003), hoje há em Caetité (sede), cadastrados, 499 estabelecimentos comerciais (294 pessoas jurídicas e 205 empreendimentos pessoais).
A criação da CDL – Câmara de Dirigentes Lojistas, em Caetité, porém, veio modificar este cenário, habilitando o comércio local a uma organização e representatividade até então inexistentes. Hoje com 73 associados, e prestes a atingir os 100, a CDL-Caetité tem sua sede à Av. Santana, Shopping Caiçara, Loja 12 (fone: 0xx77 454-1924 e fone/fax: 454-2170), mesmo local onde funciona o Escritório Regional da Junta Comercial do Estado da Bahia – JUCEB, o que possibilita o atendimento para os comerciantes não apenas de Caetité, como dos Municípios vizinhos.
BREVE HISTÓRICO - O registro histórico mais antigo é o de Teodoro Sampaio, quando aqui passou em 1880; embora muito mais voltado para os aspectos físicos e de produção, consignou sobre nossa cidade: “Como empório comercial que é destes sertões apartados, Caetité constituiu-se o centro irradiante de uma viação ordinária e bastante ativa”. De fato, a feira era o grande evento comercial, onde a produção agro-pastoril era vendida e a grande fonte de negócios.
Registros coletados no jornal A Penna dão conta de que a feira originalmente era situada no espaço onde hoje ergue-se o quarteirão em que se localizam os Correios, depois mudou-se para o local onde está a agência do Bradesco, na Praça da Catedral, para finalmente situar-se no Largo do Alegre, depois Praça Rodrigues Lima – e ainda hoje conhecida por Praça da Feira Velha.
Ali, na administração do Dr. Joaquim Manoel Rodrigues Lima, foi erguido o Mercado Público, imponente construção que abrigaria por quase um século a feira municipal, até quando de sua transferência para o ponto atual, na administração do Prefeito José Neves Teixeira (Binha).
Retrato da vida comercial mais fiel foi o traçado por Pedro Celestino, em 1932, onde vemos:
O comércio é relativamente próspero e está de acordo com os elementos naturais da vida econômica do município. Mantém relações com a capital do Estado e com os municípios vizinhos. A importação principal consiste em fazendas nacionais e estrangeiras, molhado, ferragens, miudezas, drogas, fósforos, calçados, louça, querosene, gasolina, produtos farmacêuticos e outros de consumo local.
O comércio de exportação, bem relevante e significativo com as regiões circunvizinhas, é de gados, couros, secos, peles, sola, algodão, borracha, feijão, arroz, milho, toucinho, rapadura, requeijão, aguardente e muitos artigos de menor vulto. O autor aponta, em 1925, uma movimentação econômica total de quase 2 Contos e meio, decorrente da cobrança de impostos na cidade, e acrescenta: É sugestivo este movimento e logo que disponha Caetité de meios fáceis de transporte, animada a lavoura e a pecuária, o comércio florescerá, proporcionando assim o bem-estar, a prosperidade pública e particular.
No folheto “Município de Caetité”, de 1954, Helena Lima consigna que :
Presentemente existem na cidade: 12 casas comerciais; 1 armarinho; 2 casas de peças para carros; 3 bares e café; 1 sorveteria; 4 padarias; 3 hotéis; 5 alfaiatarias; 1 armazém; 1 sapataria e várias tendas de sapateiro; 2 farmácias; 4 bombas de gasolina.
Na primeira edição de Caetité, Pequenina e Ilustre, a Autora registra (1976) apenas que “Em 1973, por levantamento da Prefeitura, o número de estabelecimentos da sede era de 182”.
Até a década de 1970 o comércio caetiteense era composto exclusivamente por pequenas lojas que eram na verdade uma extensão da casa do proprietário. As vendas de “secos e molhados” ainda resistia, ao tempo em que a modernização incorporava paulatinamente novos produtos ao mercado. A feira era ainda o principal centro a movimentar a economia local.
Empreendedores como o Sr. Manoel Cardoso Neves (Nozinho) e Chico Lima, despontam como pioneiros nas grandes lojas, com a Casa das Meninas e a Casa Lima, ambas ainda existentes. A Avenida Santana, projetada para ser exclusivamente residencial, assume sua verdadeira vocação, e passa a se tornar o centro do comércio – status que permanece até hoje – deslocando das proximidades do Mercado Público esta condição.
Com o crescimento vertiginoso da cidade nas últimas décadas, e o surgimento dos bairros cada vez mais afastados do centro, a atividade comercial também irradiou-se, com vendas e lojas em todos eles.
Em 2003, geograficamente, o comércio está assim concentrado:
- • Praça do Mercado e adjacências: estabelecimentos de venda de produtos agrícolas, lojas populares, farmácias, materiais de construção, etc.
• Avenida Santana e Woquiton Fernandes: Lojas, butiques, Supermercados e farmácias.
• Rodovia BR 030 e BR 430: lojas de material automotivo, hotéis e pousadas, restaurantes, postos de combustíveis, oficinas mecânicas.
• Parque das Árvores: Restaurantes, lanchonetes, sorveteria e bares.
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