São João: uma festa que sobrevive
Assim começa a descrição, pelo Imortal Afrânio Peixoto, da festa junina em Caetité, no romance Sinhazinha, publicado em 1929. Tendo nascido na Chapada Diamantina, o escritor correspondia-se com João Gumes, a quem admirava, e de quem colheu informes preciosos. Eis, então, sua descrição da festa, tal como era na cidade no século XIX e até em começo do XX: "As donas-de-casa e numerosa companhia de criados, serviçais, adventícios, entregam-se à confeição de mil e um acepipes e comezainas, iguarias e guloseimas, que devem ser ingeridas desde o jantar, principalmente noite adiante, até a madrugada, mesa posta e lauta, à discrição dos convidados."
Saiba mais sobre a popular Festa de Santana
A frase consignada naquela que foi a nossa primeira história registrada em livro, falando dos festejos religiosos, retrata um pouco do quanto se diz ainda hoje sobre a Festa de Santana. A padroeira de Senhora Santana que, segundo tradição católica surgida no século VI, seria avó de Jesus Cristo, esposa de São Joaquim e mãe de Maria, consta de um erro histórico, assim narrado por Helena Lima Santos, no seu "Caetité, Pequenina e Ilustre": "Sobre a Santa a quem se dedicou a Capela, é conhecido o episódio de terem sido encomendadas em Portugal duas imagens, uma para Caetité, de Nossa Senhora e outra, de Santana, para Riacho de Santana. Houve troca e aconteceu de vir a de Santana parar aqui e a de N. S. Mãe dos Anjos para Riacho de Santana."
Micaetité: o povo faz a festa
Considerada a 3ª maior Micareta da Bahia, a Micaetité mais uma vez manteve a tradição, levando para a praça cerca de 100 mil pessoas nos três dias de festa. Apesar da temperatura fria que atingiu Caetité nos últimos dias 16, 17 e 18 de maio, chegando a neblinar durante a noite, o povo não arredou o pé em nenhum instante.; o frio foi apenas um contraste com o calor humano do caetiteênse que curtiu assim mesmo a festa... A prefeitura mais uma vez montou uma estrutura à altura, composta por barracas com cobertura e banheiros químicos para proporcionar aos foliões conforto e tranqüilidade naquela que é considerada também a mais tranqüila festa do gênero no interior.
Em mais de 30 horas de som, as atrações se revezavam entre o palco central armado na Praça pela Prefeitura e os trios Gêmeos, Estrelar e Pittbull, visando agradar todos os gostos musicais, variando desde o Bloco Zignow Kids - destinado à criançada ao Bloco da Melhor Idade, organizado pela Secretaria de Ação Social com o objetivo de incluir os idosos na sociedade. A abertura oficial aconteceu por volta das 10 horas da sexta-feira, quando o prefeito Ricardo Ladeia entregou simbolicamente à Rainha da Micaetité, a chave da cidade, dando início aos shows no palco central que abriu espaço para as bandas Pagod'art, Os Sungas e Abadaba, apresentando-se na sexta-feira, sábado e domingo, respectivamente.
Para o prefeito Ricardo ladeia, a Micaetité vem ganhando repercussão a nível nacional, fato que leva a Prefeitura a investir na estrutura, buscando oferecer aos visitantes uma festa de qualidade. Um fato que merece destaque, transformando a Micaetité em uma festa atrativa foi a ausência de ocorrências policiais. Com exceção de pequeno incidentes causados por excesso de bebida, não foi registrado nenhum furto ou homicídio nos três dias de festa. Para isso a Prefeitura contou com o apoio das polícias Militar e Civil que destinaram cerca de 150 homens para cobrir o evento.
Carnaval de Caetité
Assim, nosso primeiro trio elétrico surgiu em 1969, fruto da improvisação, da alegria de nossa gente. Antes, o velho Idalino colocava seu boi na rua, mascarados acompanhavam o cortejo, e as ruas de nossa cidade se enfeitavam para a passagem do Momo. Homens e mulheres, todos irmanados na mesma alegria, fazendo uma festa verdadeiramente democrática: do povo, pelo povo, com o povo.
O que é a Lavagem da Esquina do Padre
A Lavagem da Esquina do Padre foi, e continua sendo, a iniciativa de um grupo de jovens de Caetité, que tem a intenção de promover a confraternização da comunidade, resgatando, dessa forma, as festas folclóricas da cidade. O evento busca, ainda, ocupar o espaço deixado pela ausência de Carnaval nos últimos anos. A lavagem, em sua essência, foi à forma encontrada para se manterem vivas as tradições culturais de Caetité.
A lª Lavagem da Esquina do Padre aconteceu em 1986, no mês de fevereiro, uma semana antes do Carnaval. Desde então a festa é realiza sempre no final de semana que antecede a essa que é a maior festa popular brasileira. Logo, não tem data fixa.
O local escolhido para a realização do evento não poderia deixar de ser a calçada que fica em frente a casa de Monsenhor Osvaldo. Primeiro é claro, por ser esquina onde mora o padre – personagem ilustre e de grande importância para a cidade – depois por ser um local estratégico na Praça da Catedral e por ser, também, ponto de encontro de várias gerações.
A cada ano a festa ganha mais força graças à participação da comunidade. Esse fato abre portas para Caetité, recebe a visita de outras pessoas da região e até mesmo de outros estados. O comércio, por sua vez, termina sendo o grande beneficiado por ganhar destaque na cidade e nos meios de comunicação da região. |