A Cidade

Praça da Catedral - Caetité - Bahia

Caetité foi um dos primeiros povoados do Alto sertão da Bahia. A hipótese mais aceita e mais divulgada acerca de sua origem é a de que este lugar se constituiu num dos primeiros núcleos de povoamento da região. Eram postos de catequese já no século XVII e as terras desta região pertenciam ao Senhor da Casa da Torre, cujo fundador foi o mestre de campo Antônio Guedes de Brito e era destinada à criação de gado.

 

Devido a fatores climáticos, como a quantidade abundante de água e outros aspectos, o núcleo acabou ganhando importância com a chegada e permanência de inúmeras famílias. A partir de então, se estabeleceu como ponto importante de pouso e descanso aos viajantes e tropeiros que passavam pela região.

 

Naquela época, faziam parte do núcleo, fazendas de gado, os engenhos, a aristocracia e a riqueza, bem como a cultura e o civismo que o distinguia dos outros povoados da região.

 

A religiosidade era outro diferencial relevante. Na primeira metade do século XVIII, famílias do Arraiá construíram uma capela em devoção à Senhora Sant’Ana, além de doar terras para a nova freguesia que se desmembraria da matriz de Nossa Senhora de Rio de Contas, em 1754.

 

No início do século XVIII, depois de enfrentar forte oposição de Rio de Contas, a freguesia de Caetité já se organizava para comprar da Coroa o título de Vila. O Arraial foi elevado à categoria de Vila em cinco de abril de 1810.

 

Pela importância e significado desse fato histórico, a Câmara de Vereadores de Caetité, fixou o dia cinco de abril como data da emancipação política de Caetité.

 

Em mais de dois séculos de existência a “Princesinha do Sertão” como foi chamada por muitos, passou por várias transformações. A pequena vila deu lugar a uma bonita cidade, cujas riquezas principais não estão apenas nos seus filhos ilustres, na quantidade e variedade de minérios ou nos bons ventos, mas no seu povo acolhedor, educado, temente a Deus que busca, acima de tudo, com trabalho e esforço, um lugar melhor para se viver.

 

                                               Por Fernanda de Oliveira Matos - Professora de História